FUNDAMENTOS · avancado
De um único V7/V a três alvos harmônicos
A aula sobre dominantes secundárias apresentou D7 como dominante do acorde G dentro de Dó maior. Aqui o objetivo muda: reconhecer o alvo antes de escolher o acorde que o prepara. Uma dominante secundária é maior, normalmente com sétima menor, e aponta temporariamente para um grau que não é a tônica principal.
Em Dó maior, o sexto grau é Am, o segundo é Dm e o quinto é G. Seus acordes de preparação, pela relação de quinta justa descendente entre fundamental da dominante e alvo, são respectivamente E7, A7 e D7. Todos contêm notas que não pertencem à escala de Dó maior.
| Alvo | Acorde aplicado | Análise em Dó | Notas do acorde aplicado | Sensível do alvo |
|---|---|---|---|---|
| Am (vi) | E7 | V7/vi | E–G♯–B–D | G♯ → A |
| Dm (ii) | A7 | V7/ii | A–C♯–E–G | C♯ → D |
| G (V) | D7 | V7/V | D–F♯–A–C | F♯ → G |
As sensíveis podem ser tocadas em qualquer oitava adequada. No áudio de referência, a resolução entre baixos e acordes frequentemente envolve mudança de registro, não uma linha melódica contínua por semitom. Para ouvir cada semitom em uma mesma voz, toque separadamente G♯3–A3 na 3ª corda (casas 1–2), C♯4–D4 na 2ª corda (casas 2–3) e F♯4–G4 na 1ª corda (casas 2–3).
Forma: doze compassos a 84 BPM
O estudo autoral mantém o mesmo 4/4 do início ao fim. Cada compasso oferece uma fundamental isolada no tempo 1 e um acorde superior no tempo 2, seguidos de dois tempos inteiros de silêncio. A pausa abre espaço para ouvir a resolução seguinte e não é preenchida por bateria ou cantor sintetizado.
| Compassos | Harmonia | Função |
|---|---|---|
| 1–3 | C–E7–Am | I, V7/vi, vi |
| 4–6 | C–A7–Dm | I, V7/ii, ii |
| 7–9 | C–D7–G | I, V7/V, V |
| 10–12 | G7–C–C | V7, I, I — cadência e estabilização |
A organização em grupos de três compassos torna explícitos três alvos diferentes. Ao retornar a C nos compassos 11 e 12, o exemplo não estabelece uma nova tonalidade permanente; as três alterações funcionam como tonicizações. Um acorde cromático isolado não prova uma modulação.
O player contém 52 eventos de nota, 12 pausas de dois tempos, 84 BPM, afinação padrão e sem capotraste. Os eventos de tríade ou tétrade são ataques simultâneos de cordas, não um arpejo. A função do instrumento sintetizado limita-se a demonstrar as alturas e os instantes escritos na tablatura.
Verificar as quatro tétrades no instrumento
| Acorde | Baixo isolado (tempo 1) | Notas do ataque superior (tempo 2) |
|---|---|---|
| E7 | E2 — 6ª corda solta | D3 (4ª/0), G♯3 (3ª/1), B3 (2ª/0), E4 (1ª/0) |
| A7 | A2 — 5ª corda solta | E3 (4ª/2), G3 (3ª/0), C♯4 (2ª/2), E4 (1ª/0) |
| D7 | D3 — 4ª corda solta | D3 (4ª/0), A3 (3ª/2), C4 (2ª/1), F♯4 (1ª/2) |
| G7 | G2 — 6ª corda casa 3 | D3 (4ª/0), G3 (3ª/0), B3 (2ª/0), F4 (1ª/1) |
Na tétrade G7, G aparece no grave e novamente na voz superior. São cinco alturas executadas no conjunto dos dois ataques, mas quatro classes de altura diferentes. O E7 também repete E em duas oitavas. A cifra identifica a harmonia do compasso; o grave isolado não constitui uma tétrade antes da entrada das vozes superiores.
Atenção à escrita: G♯ e C♯ são terças maiores de E7 e A7; F♯ é terça maior de D7. G natural em E7, C natural em A7 ou F natural em D7 transformam a estrutura e eliminam a sensível secundária ensinada aqui.
Procedimento de estudo
Ouvir. Escute os doze compassos sem consultar os shapes e marque os compassos em que a expectativa muda de alvo. Identifique as três resoluções após os acordes alterados e distinga a última chegada em C da chegada momentânea em Am.
Compreender. Escreva, sem guitarra, o dominante com sétima de Am, Dm e G; depois confira as notas. A sétima menor de cada dominante pode descer de grau — por exemplo, D no E7 tende a C no Am — mas não há obrigação de fazer essa condução na mesma corda do arranjo de referência.
Executar. Toque apenas os compassos 2–3, 5–6 e 8–9 a 60 BPM. Acrescente os demais e termine em 84 BPM sem usar o tempo de silêncio para atacar notas extras. Confirme no painel dos acordes os shapes que contêm sétima e terça adequadas.
Transpor. Em G maior, os alvos vi, ii e V são Em, Am e D. Seus dominantes aplicados são B7, E7 e A7, contendo respectivamente D♯, G♯ e C♯. Construa as formas sem copiar as casas usadas em Dó maior; a referência publicada permanece em C.
Aplicar. Em uma voz acompanhada, analise primeiro a melodia. Não introduza a terça alterada de um dominante aplicado se ela sustentar atrito inadequado com a nota cantada. A presença de tensão intencional precisa ser uma decisão arranjística, não uma regra automática.
Evidência de proficiência
Entregue um mapa de doze compassos identificando I, V7/vi, vi, V7/ii, ii, V7/V, V e V7. Execute as três resoluções por ouvido sem olhar a cifra e transponha a G maior. Critério de domínio: três execuções corretas a 84 BPM, incluindo os 12 espaços de silêncio, localização de G♯, C♯ e F♯ e explicação de por que o estudo mantém C como centro tonal.
Ouça. Toque. Repita.
O marcador avança junto ao áudio. Execute devagar, domine cada nota e aumente o andamento gradualmente.
Três alvos em Dó: E7 para Am, A7 para Dm e D7 para G
Padrão · E A D G B e · 6 cordas · Capotraste 0 · 4/4 · 84 BPM de referência
Pronto · toque em reproduzir para escutar
A coluna destacada acompanha o relógio do áudio. As notas são sintetizadas no próprio navegador; não são uma gravação de guitarra. Use volume moderado.
Condução de vozes entre acordes
Compare digitações de dois acordes, escute a transição e observe quais notas permanecem. A menor distância entre casas é um critério técnico, não uma regra universal de harmonização.
Pontuação: soma dos deslocamentos em casas nas cordas mantidas; cordas que entram ou saem recebem uma penalidade fixa de 4. Menor pontuação indica menos reposicionamento nessa aproximação, mas não substitui escolha de timbre, tessitura e fraseado.